11 de dez. de 2015

Domingos

Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. E, depois, ir tomar café na padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço, e nem vou conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhar o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar no sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e dobrar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais tarde. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado.Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que comparilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento.

Tati Bernardi

2 de mar. de 2015


passarão os dias, as semanas, os anos e o amor continuará lá. aceso, zeloso, aguardando o momento em que ele voltará. passarão pessoas, amigos e verdadeiros companheiros. mas o amor continuará lá no cantinho. no seu cantinho do pensamento. aquele alguém então, mudará de cidade, mudará sua rede coletiva, afetiva e quem sabe moralista e não te darás conta de que na verdade ele nunca mas poderá voltar. mas o amor ? ele continuará lá, e teu coração palpitará mais forte sempre que obtiveres noticias dele, ouvires o nome dele, e por seus amigos passar. passarão um, dois, cinco anos e o amor continuará lá. quieto, solitário, no aguardo de um telefonema, uma mensagem, um sinal de luz. passarão outonos, invernos, primaveras mas é sempre pelo verão que tu esperas. pelo natal, quem sabe um cartão postal ? e o amor estará lá.

BLUM.Ariani R.

26 de out. de 2013

O amor é um fdp !



amar e não ser correspondido pode doer, mas é uma dor confortável perto do não saber o que a pessoa sente por ti - ou ainda pior, quando tu já não tem certeza do que ela sente por ti. ao contrario do que dizem por ai, o amor dói. o amor faz sofrer sim. o amor é um fdp que te faz acordar com lagrimas. ele arranca o que tem de mais belo dentro de ti e faz com que passe madrugadas a digitar pra um ninguém aquilo que nem és mas. o amor é um fdp. te causa náuseas e insonias. te causa medo do mundo e ate do próprio amor. te faz chorar e sorrir ao acreditar num futuro promissor. é .. o amor é um fdp !

estar infeliz não é apenas um estado de espirito, é muito alem disso. 

Arianib

4 de out. de 2013

Pais e Filhos. Maridos e Esposas.

Meu maior medo é viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente e não ter paz para se despedir. Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar.

CARPINEJAR, Fabrício. Pais e filhos maridos e esposas II.


5 de ago. de 2013

A gente quase completou um ano de namoro

"A dor do seu pé na bunda trouxe vasos jogados, bitucas eternas de cigarros em longas discussões pesadas, tardes perdidas em odiar o mundo, cabeças viradas, corredores frios, papéis de parede beges e grupinhos festivos e fechados. A nossa dor acabou sendo toda a dor que fazia fila em mim para ser sentida. E já que a porta pra realidade estava aberta, por que não sofrer também pelas criancinhas [...] A dor da sua partida trouxe toda a dor do mundo. De uma só vez. Mas agora já passa da meia noite. Não é mais nosso aniversário de fim e, pra te falar a verdade, eu já não sofro mais o nosso fim faz tempo. E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, lê jornais todos os dias, substituiu o bege pela cor do verão, tem uns pais gente boa ainda que malucos, adora os poucos e estranhos amigos, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe."
Tati Bernardi.

2 de ago. de 2013

Abomináveis Rimas

odeio a maneira selvagem como me olhas e acompanhas meus movimentos discretamente com um sorriso bobo meio adolescente nesse corpo de homem carente e que sabe me envolver. odeio quando você diz as coisas que quero ouvir e me surra o peito ao descobrir o erro existente no se apaixonar por um cara assim meio seila*.  
odeio essas rimas românticas.

Arianib

4 de jul. de 2013

O Misterioso futuro de Laura, sem fim

Laura era moça simples, de um carisma esplendoroso e de gostos duvidosos a sua época   Era só. Era amada. Era linda e irradiante.Era dona de um jeito meigo e sorriso encantador.  Era a garota perfeita.
Laura, era prometida a um rapaz não tão encantador assim a ela. Ele era inteligente e de bom porte, porem um tanto quanto rude. Laura, no entanto, acreditará que o amor pudesse surgir dentre o matrimônio e que se fosse do gosto de sua família, poderá ela se sacrificar. Como normal de sua época juvenil, Laura sonharacom um rapaz sério, inteligente, com sorriso tímido e um olhar respeitoso. E por mais incrível que pareça, o destino cruzou a Laura, esse utópico rapaz.  Durante meses, ao cair da noite, ela passara horas e horas imaginando como seria seu futuro ao lado desse caro rapaz, mesmo tendo consciência de seu impedimento. Laura no fundo, tinha medo de perde-lo, porem não podia largar seu compromisso [..]